Destaque da semana – Semana de alta histórica nas cotações de algodão, descolando dos demais mercados graças principalmente ao apetite Chinês. As cotações do primeiro vencimento (Dez/21) atingiram os maiores patamares em 10 anos, com alta de 1334 pontos desde a última quinta-feira.

– Algodão em NY – O contrato Dez/21 fechou em 105,80 U$c/lp, alta de 14,4% nos últimos 7 dias.   Olhando a próxima safra, a alta foi mais modesta, com o contrato Dez/22 fechando em 85,95 U$c/lp (+5%)

– Preços – Ontem (30/9), o algodão brasileiro estava cotado a 115,75 U$c/lp (-1100 pts) para embarque em Nov-Dez/21 (Middling 1-1/8″ (31-3-36) posto Ásia).

–  Altistas 1 – O movimento de alta aparentemente foi iniciado em Xinjiang (China), com aumento dos preços locais, o que se refletiu em um rally na bolsa de Zhengzhou (ZCE), que na sequência impactou a bolsa de NY (ICE).

–  Altistas 2 – Na última semana, o contrato de Jan/22 da bolsa Chinesa de Zhengzhou subiu 1770 pontos de U$/lb, fechando no equivalente a 137,51 U$c/lp. Algodão importado, portanto, além de necessário está mais competitivo na China.

–  Altistas 3 – As vendas semanais dos EUA foram as maiores em quase 3 anos, com a China liderando, demonstrando forte demanda pela pluma mesmo com os atuais preços.

–  Altistas 4 – A previsão de chuvas fortes no oeste do Texas na próxima semana causa preocupação, afinal é a principal região produtora de algodão nos EUA. O receio é de que o clima prejudique a safra atual, que está em fase final, tanto em relação ao volume produzido quanto à qualidade do produto.

–  Baixistas 1 – Apesar de haver temores de perdas nas colheitas que estão iniciando no hemisfério norte e estarmos longe de resolver o caos logístico internacional, ao analisar oferta e demanda global, muitos analistas consideram o atual patamar elevado sob a ótica fundamentalista.

–  Baixistas 2 – Além da crise no setor imobiliário, que não está resolvida, a atual crise energética vivenciada pela China, é um ponto de atenção.  No mercado de algodão, o governo local também anunciou mais controles, o que pode significar perseguição a especuladores, como já fez em outras commodities recentemente.

– China 1 – Na próxima semana, os Chineses comemoram seu feriado nacional, portanto o país praticamente para por quase uma semana. Os mercados só reabrem no dia 8/Out.

– China 2 – O governo Chinês anunciou esta semana que pode continuar com os leilões de algodão da reserva estatal, além das 600 mil toneladas planejadas e já vendidas.   Com isso, após o longo feriado, pretendem frear o aumento local de preços com suas ofertas.

– China 3 – Também com o objetivo de conter os preços locais, o governo do gigante Asiático poderá aumentar as cotas de importação de algodão novamente este ano. Por outro lado, isso gera demanda para algodão importado.

– Índia 1 – Intensas chuvas causadas pelo ciclone Gulab prejudicaram as safras indianas de verão, como soja, algodão e pulses. Como consequência, o país pode ter que importar mais e provavelmente exportar menos algodão. A Índia é o maior produtor mundial da fibra.

– Índia 2 – Além do aspecto climático, as lavouras indianas podem ter outro fator prejudicial à safra corrente: muito se fala sobre o risco de infestação de lagarta rosada nas lavouras de algodão.

– Agenda 1 – Na próxima quinta (7), Dia Mundial do Algodão, a Abrapa promove um painel sobre as perspectivas para a safra 2022 do Brasil. A iniciativa ocorrerá durante o Congresso da International Cotton Association (ICA), em Liverpool, de forma híbrida (online e presencial).

– Agenda 2 – Com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e das embaixadas brasileiras nos principais países compradores da fibra nacional, a Abrapa realiza uma campanha internacional na próxima semana para celebrar o Dia Mundial do Algodão (7/10).

– Agenda 3 – Também no dia 7, a Abrapa participa como painelista de dois eventos internacionais, um na Índia promovido pela Confederação da Indústria Têxtil Indiana (CITI) e outro em Bangladesh, promovido pela Bangladesh Cotton Association (BCA).

–  Colheita – Até ontem (30/09): Exceto MG (98%), a colheita foi encerrada em todos os demais estados. Total Brasil: 99,96% colhido.

– Beneficiamento – Até ontem (30/9): BA e TO (66%); GO (94%), MA (45%); MG (84%), MS (98%), MT (48%), PI (90%) SP (100%) e PR (100%). Total Brasil: 55% beneficiado.

–  Exportações – Esta semana não tivemos relatório de exportações semanais. Hoje à tarde será divulgado o fechamento do mês

 

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

Fonte: ABRAPA

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