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Nova Tecnologia de algodão resistente a lagartas e tolerante ao glifosato é liberado

Foi aprovado a liberação comercial de uma nova tecnologia em algodão denominada de Bollgard III durante reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBIO) realizada nesta quinta-feira (28), da qual a Abrapa acompanhou. Com 17 votos a favor e apenas 2 contrários à aprovação do algodão da empresa Monsanto, já utilizado no Japão e na Austrália desde 2014, é comemorada pela categoria. “Essa tecnologia leva aos produtores a redução do custo no manejo de insetos, já que ele é resistente às principais lagartas, e também contém tolerância ao glifosato”, conclui João Carlos Jacobsen, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Durante a mesma reunião também foram aprovadas duas novas tecnologias da empresa Dow AgroSciences, a Soja Conkesta e o Milho Genity SmartStax. A Comissão se reunirá novamente no dia 01 de setembro para dar continuidade à pauta de aprovações. As tecnologias de algodão Xtend; Glytol™ x Twinlink™ x VIPCOT™; e Widestrike™ x VIPCOT™, ainda aguardam liberação comercial. Também fazem parte dos pedidos de aprovação seis tecnologias para soja e quatro de milho.​

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Plano Safra traz benefícios para setor algodoeiro

Na última sexta-feira (1), entrou em vigor o Plano Safra 2016/2017. A Abrapa foi uma das entidades que participou da elaboração das novas políticas para o ano agrícola. “Estamos satisfeitos com os avanços que o Plano trouxe para a próxima Safra, ainda há muito que discutir e acertar em várias áreas das políticas, mas este ano demos um bom passo”, elenca o presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen.

O plano, que prevê a disponibilidade de R$ 185 bilhões com juros variando entre 9,5% e 12,75% ao ano, traz diversas alterações daquelas apresentadas em 3 de maio pelo Governo. “Apesar do aumento de juros e da redução do valor total disponível no plano, os produtores contam agora com um aumento no limite de crédito por CPF  para o ano agrícola e o retorno da linha de financiamento conhecida como extrateto”, pontua Jacobsen.

O presidente conta que o após reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), na quinta-feira (30), foi decidido que o limite único de custeio passaria de R$ 1,2 milhão para R$ 3 milhões por beneficiário por ano agrícola. Para a comercialização, o limite fixado foi de R$ 4,5 milhões para cada produtor. “O Ministério apresentou medidas importantíssimas para a cadeia algodoeira nesta safra 2016/2017. Uma delas é a aplicação de 60% do recurso do Plano Safra entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2016. Já os outros 40% podem ser aplicados entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2017. Isso deve desafogar os acúmulos de dívidas do produtor“, enaltece o presidente.

Volta do Extrateto

Jacobsen comenta que o plano também trouxe impactos para os grandes produtores. “Outra ótima notícia para o setor algodoeiro foi a volta dos recursos complementares àqueles limites fixados pelo crédito rural, os chamados extrateto“, revela Jacobsen. Os produtores de maior escala voltarão a contar com esses recursos complementares oriundos das LCAs e com taxa fixada em 12,75% ao ano. O montante estimado é da ordem de R$ 10 bilhões. No plano de safra anterior essa linha de crédito havia sido extinta, o que obrigou os grandes produtores a buscar recursos com juros de mercado.

A publicação traz ainda uma correção nos Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), emitidos por cooperativas e empresas que desejam atrair investidores. Esses certificados poderão ser ajustados agora em moeda estrangeira, desde que lastreados na mesma condição.

Reenquadramento

O texto do Plano Safra pontua um reenquadramento dos produtores rurais de acordo com a taxa de renda bruta. O CMN, na ocasião, aumentou os tetos de receita bruta para produtores da agricultura empresarial. “Aqueles produtores que apresentam um faturamento bruto anual entre R$ 360 mil e R$ 1,760 milhão serão enquadrados como de médio porte”, conta Jacobsen. Antes, só eram enquadrados como produtores de médio porte aqueles com faturamento até R$ 360 mil. As alterações ocorreram também nas faixas dos grandes produtores. Anteriormente, eram considerados grandes produtores apenas aqueles que faturassem acima de R$1,6 milhão. Já o novo texto, prevê que aqueles com faturamento acima de R$ 1,760 milhão, possam ser considerados como de grande porte.

Jacobsen finaliza dizendo que, após esse anúncio, as perspectivas são positivas para a Safra. “Os indícios são bons, as solicitações que levemos ao Ministério foram quase todas atendidas e apesar do momento que requer atenção para todos, se tudo correr bem a próxima Safra irá trazer ótimos números”, comenta o presidente.

Fonte: Abrapa

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