12º Congresso Brasileiro do Algodão surpreende pelo tamanho e inovações
BOLETIM 12º CBA – DIA 29

Com, aproximadamente, três mil participantes, quase o dobro do previsto inicialmente pela comissão organizadora, terminou nesta quinta-feira (29/08) o 12º Congresso Brasileiro do Algodão (12º CBA), o maior evento da cotonicultura nacional, realizado este ano no Centro de Convenções de Goiânia/GO, desde a terça-feira (27/08). Um show do cantor goiano Leonardo, ícone do estilo sertanejo no Brasil, quebrou a tradição de evento sem atrações de entretenimento, para celebrar a passagem dos 20 anos da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizadora do congresso. A data foi lembrada em diversos momentos ao longo dos três dias, com homenagens a todos os dirigentes que já passaram pelo comando da associação. O 12º CBA contou com o apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e científico da Embrapa, além de 29 empresas patrocinadoras.

Dentre os presentes, estiveram representantes de 21 estados e 12 países, difundindo e adquirindo conhecimentos sobre a pluma, em uma megaestrutura de quase 11 mil metros quadrados de área construída. Inovações no formato e no conteúdo, fizeram parte da estratégia da Abrapa para tornar o 12º CBA ainda mais dinâmico e diversificado, em linha com os novos tempos da produção de algodão, considerada a cultura que é considerada a “vitrine da agricultura do amanhã”.

Em seu discurso de encerramento, o presidente da Abrapa, Milton Garbugio, ressaltou a honra que sentiu ao ver o seu mandato coincidindo com o aniversário de duas décadas de existência da Abrapa. “Isso o torna ainda mais especial, e o melhor é que pudemos reunir no mesmo palco todos os líderes que já assumiram o comando da entidade, dispostos e atuantes”, enfatizou. Segundo Garbugio, os frutos do congresso retornam para a cotonicultura, “e esta, cada vez mais avançada, exige que, ao pensarmos o conteúdo do evento, estejamos sempre mirando adiante”, concluiu.

O 12° CBA em números

. 2100 inscritos, quase 3.000 participantes

. 05 workshops

. 24 salas temáticas

. 06 plenárias

. 107 palestrantes

. 175 trabalhos científicos

. 29 patrocinadores que apostaram e acreditaram no evento

. 10 startups

. Representantes de 21 estados e 12 países

. Quase 11.000 m2 de área construída.

. Mais de 1000 pessoas envolvidas na produção e construção do evento.

. 18 meses de planejamento e trabalho de pré-produção

Ciência incentivada

A pesquisa científica, grande pano de fundo do Congresso do Algodão, ganhou ainda mais destaque este ano, estimulada por prêmios atrativos, como viagens para participar de eventos internacionais da cotonicultura, bolsas de estudo no valor de R$10 mil, dentre outros, para estudantes, pesquisadores e professores-orientadores que submeteram seus trabalhos científicos sobre o algodão.

De acordo com o coordenador científico do congresso, Jean Bèlot, o objetivo das comissões Organizadora e Científica do congresso foi incentivar as universidades a direcionar trabalhos de pesquisa para o algodão. “À medida em que passa o tempo, nas diversas edições do congresso, vemos que o algodão perde espaço nas prioridades de pesquisa das universidades brasileiras. Isso nos preocupa e foi a razão de termos proposto à organização que incrementasse os prêmios. Não podemos aceitar que uma cadeia produtiva tão importante quanto o algodão não tenha uma pesquisa de alto nível”, argumentou Bèlot, agradecendo aos membros da comissão científica, uma equipe multidisciplinar formada por representantes da Embrapa, consultores, produtores rurais e universidades, Carlos Moresco, Celito Breda, Fábio Echer, Fernando Lamas, Liv Severino, Leandro Zancanaro, Marcio Souza, Odilon Silva, Paulo Degrande.

Prêmios e premiados:

Melhor Trabalho Científico – Bolsa de pesquisa no valor de R$10 mil – Isabela Machado de Oliveira Lima.

Melhor Trabalho Pós-Graduação – Participação na Cotton Beltwilde Conference 2020, para Ilca Puertas de Freitas e Silva.

Melhores trabalhos Professores – Orientadores – Bolsa de R$10 mil para orientação de alunos de graduação e de pós-graduação na área de algodão: Tiago Zoz (Universidade do Mato Grosso do Sul) e Fábio Echer (Unoeste).

Categoria:

  •  Fitopatologia e Nematologia, Iuri Dario. (Prêmio: leitor de e-books Kindle)
  • Matologia e Destruição de Soqueira, Igor Guimarães Barbosa. (Prêmio: leitor de e-books Kindle).
  • Colheita, Beneficiamento, Qualidade da Fibra e do Caroço, Felipe Macedo Guimarães. (Prêmio: leitor de e-books Kindle).
  • Socioeconomia, Fábio Francisco de Lima. (Prêmio: tablet)
  • Agricultura digital – Agricultura de Precisão e Inteligência Artificial, Francielle Moreli Ferreira.
  • Produção Vegetal – Fisiologia, Fitotecnia, Nutrição de Plantas e Sistema de Produção, Julio Cesar Bogiani. (Prêmio: tablet)
  • Controle de Pragas – Entomologia e Biotecnologia, Miguel Ferreira Sória (Prêmio: Participação em congresso brasileiro na área temática de pesquisa do vencedor)
  • Melhoramento Vegetal e Biotecnologia, Saulo Muiniz Martins. (Prêmio: Participação na World Cotton Research Conference, no Egito, em 2020)

Fonte: ABRAPA

Fechar Menu